Dor e opióides: A origem.

Olá leitor,


Parte I | Na história, basicamente tudo o que é descrito possui uma origem. Com os opióides a história não foi diferente.

Desta forma, a história dos opióides como drogas que modulam a dor também teve a sua gênese  em 1867 por um homem chamado Friedrich Adam Serturner (Paderborn, 19 de junho de 1783 — Hamelin, 20 de fevereiro de 1841), um farmacêutico alemão, famoso por descobrir e isolar os produtos químicos derivados da planta da papoula para aliviar a dor. Para esse farmacêutico alemão ter certeza que os produtos químicos funcionavam, ele fez alguns experimentos consigo e com alguns jovens. Desta forma, Friedrich confirmou a eficácia da droga, mesmo que após o uso ele apresentasse algumas  visões alucinógenas. Devido a essas visões, ele batizou a droga de “morphium” assim como o deus dos sonhos, Morpheus, segundo a mitologia grega. Mas, devido ao processo de cultivo da papoula (planta) ser trabalhoso e árduo, um outro pesquisador chamado Marshall Gates Jr. (1915–2003), um químico norte-americano, em 1952, descobriu como desenvolver esses produtos químicos derivados da papoula de forma sintética, em um laboratório onde ministrava aulas e realizava pesquisas científicas (Universidade de Rochester). Uma vez que essa poderosa droga para o alívio da dor pudesse ser facilmente produzida, os pacientes começaram a usá-las de forma indiscriminada, assim como o açúcar é utilizado atualmente. Na verdade, essa metáfora é uma realidade, essa droga já foi comercializada na forma de pirulitos. Os pirulitos de fentanil foram usados em hospitais para crianças e para soldados em campo de batalha. A título de curiosidade, no ano de 2008, a empresa farmacêutica Cephalon se declarou culpada de uma acusação criminal e pagou US$ 425 milhões em multas por marketing inadequado de seus produtos, o tal pirulito a base de ópio descrito acima.

Medicamentos à base de opióides (como a morfina) tornaram-se padrão ouro no manejo da dor de paciente com câncer assim como em pós operatórios. Sendo assim, esses medicamentos começaram a ser usados para outros tipos de dor, tais como a dor nas costas e outra dores musculoesquelética.

Curiosamente, aos que gostam de assistir seriados, você lembra do Doctor House, ele era viciado em Vicodin (contém um derivado da papoula).

Infelizmente, nas últimas décadas (20 anos), esses medicamentos ficaram cada vez mais populares, isto é, de fácil acesso. E recentemente os pesquisadores fizeram algumas descobertas chocantes e perturbadoras devido a exposição crônica, ou seja, o uso prolongado dessa droga.

Leitor, você imagina qual seja a descoberta?


Sem ciência não há educação e não existe saúde. Desta forma, cabe aos amantes da ciência aproximar o distanciamento e estreitar o relacionamento entre os pesquisadores (a bancada), os clínicos e a sociedade. O nosso silêncio custa caro para a sociedade. Ele pode custar vidas e permitir com que pseudo-ciências (falsas ciências) perpetuem.

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