Comecei a tomar e não parei: Quem está monitorando os meus remédios para dor? (Dor e opioides | Parte 3)

Olá leitor,

Parte III (final)| Dando continuidade a publicação anterior, busquei escrever de forma simples os efeitos adversos mais comuns devido ao uso prolongado de analgésicos opióides. Para entender o texto abaixo sugiro ler a parte I e II.

Espero que essa informação chegue a você em tempo.


Mas você deve estar pensando: O que usar já que esse medicamento é a única coisa que me ajuda?

Apesar da recomendação geral, existe um pequeno grupo de pessoas com dor crônica persistente que podem se beneficiar do uso de opióides. Para melhores esclarecimentos é preciso conversar sobre alguns assuntos com que está lhe orientando. Abaixo seguem os assuntos mais indicados:

  1. Após algumas semanas tomando o remédio a sua dor melhora?
  2. Você tem se sentindo pior após usar esse tipo de remédio?
  3. Você consegue está mais ativo e voltou a fazer exercícios após usar os remédios?
  4. Ultimamente você precisou aumentar a dose do remédio?
  5. O que você pode fazer para melhorar a sua qualidade de vida além de tomar os remédios?
  6. Usar esse remédio é o melhor tratamento?
  7. Qual é a dose mais baixa e eficaz que você pode tomar?
  8. A longo prazo, doses menores podem ser ainda mais eficazes do que doses maiores?
  9. Os remédios estão causando efeitos colaterais, como intestino preso e náuseas?
  10. Você está tomando outros remédios que podem causar reações junto a esses?
  11. Você bebe álcool (o que pode aumentar o risco de efeitos colaterais devido ao uso dos remédios)?
  12. Você já teve problemas com o uso excessivo de outras drogas no passado? (Se já teve, você pode estar vulnerável a ter problemas com esses remédios).
  13. Você fuma ou já fumou?
  14. Você sabia que (fumantes) usuários ou ex-usuários de nicotina têm um risco muito maior de desenvolver problemas com analgésicos opioides?

Por fim, espero que tenha ficado claro o quanto o uso desse tipo de remédio pode afetar a sua dor. Muitas vezes tomamos remédios sem ter conhecimento dos resultados adversas e quando percebemos já estamos envolvidos com os seus efeitos colaterais.

Converse com o seu clínico. Às vezes o melhor remédio é parar com o remédio.


Sem ciência não há educação e não existe saúde. Desta forma, cabe aos amantes da ciência aproximar o distanciamento e estreitar o relacionamento entre os pesquisadores (a bancada), os clínicos e a sociedade. O nosso silêncio custa caro para a sociedade. Ele pode custar vidas e permitir com que pseudociências (falsas ciências) perpetuem.

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