Não entendo o que o profissional da Saúde fala. E agora?

Olá leitor,


“Edema”, “sutura”, “cefaleia”, “prognóstico”, “fibra muscular”?

Resultado de imagem para dúvidaFrequentemente, pacientes sentem dificuldades para entender a linguagem utilizada pelos profissionais da Saúde – médicos, fisioterapeutas, enfermeiros, dentistas, educadores físicos… O que deveria ser uma conversa entre ambos, acaba se tornando frustração e insatisfação por parte do paciente, gerando uma ansiedade negativa em torno das possibilidades de tratamento. Ruídos de comunicação na relação terapêutica são preditivos de insucesso no tratamento, pois impedem a troca de informação entre o paciente e o profissional que o atende:

1.) O paciente não entende seu diagnóstico, tampouco o tratamento proposto. Enxerga- se em um ambiente hostil, onde não se sente à vontade para tirar dúvidas e fazer parte ativamente do processo. Frente a isso, não se torna colaborativo;
2.) O profissional da Saúde faz um atendimento assimétrico e hierarquizado, deixando de avaliar importantes aspectos psicossociais de alta relevância clínica.

Falhas como estas podem ocorrer por desconforto social ou falta de interesse de uma ou ambas as partes, no entanto é mais frequente por parte dos profissionais. Estudos mostram que, quanto mais aprimoramento técnico há por parte de estudantes de Medicina, por exemplo, menor a prática das habilidades de comunicação com o paciente. Outro trabalho revela que médicos clínicos e cirurgiões tendem a superestimar sua capacidade de se comunicar, tornando a linguagem inacessível na maioria dos casos. Podem, ainda, serem citadas inúmeras estatísticas que mostram o pobre envolvimento do paciente por parte dos profissionais nas tomadas de decisão e baixo índice de discussão de alternativas para o tratamento. Fato é que uma boa comunicação entre paciente e profissional está diretamente relacionada a bons resultados em relação a saúde do paciente, pois permite que ele participe mais ativamente do tratamento, principalmente porque entende com clareza os fatores desencadeantes de seu quadro, bem como modificar positivamente tal situação. Pacientes interessados tem uma maior auto eficácia, ou seja, maior capacidade de auto gerenciamento de seu quadro. Isso tende a aumentar ainda mais quando o paciente está bem orientado e tem fácil acesso ao profissional que o acompanha. Não é apenas um direito, mas também fundamental enquanto participação ativa do paciente que ele expresse suas queixas e preocupações
ao profissional da Saúde. Este, por outro lado, tem o dever de estabelecer uma escuta atenta e livre de julgamentos – mesmo que a fala não mostre relação direta com o quadro do paciente.

VOCÊ, PACIENTE, pode ser proativo e iniciar um bom diálogo com o seu profissional da Saúde. Experimente!


Texto: Thaís Bortolini Bueno | Colaborada Dor e Coluna | Instagram: @dorecoluna

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s