Para reduzir a prevalência de dor crônica é preciso reconceitualizar a Dor e o seu manejo (“tratamento”).

Sem ciência não há educação e não existe saúde. Desta forma, cabe aos amantes da ciência aproximar o distanciamento e estreitar o relacionamento entre os pesquisadores (a bancada), os clínicos e a sociedade. O nosso silêncio custa caro para a sociedade. Ele pode custar vidas e permitir com que pseudo-ciências (falsas ciências) perpetuem.

Desta forma, de modo sucinto, vamos trazer à tona e com linguajar acessível, maiores informações aos colegas da área da saúde e população dados enquanto a dor e dor lombar.

Devido a alta prevalência de dor crônica e dor lombar crônica no brasil e no mundo, inúmeras abordagens são propostas na tentativa do manejo eficiente da dor. Contudo, grande parte das propostas de tratamento da dor continuam sendo baseadas no modelo biomédico ou patoanatômico (SAB | Structural, Anatomy, Biomechanical), ou seja, voltados somente a estrutura, anatomia e biomecânica. Por consequência, um possível benefício do tratamento conservador pode não estar evidente devido à abordagem realizada usualmente estar baseada somente no modelo patoanatômico, não contemplando todo o conhecimento necessário entre os profissionais de saúde, sendo este um dos principais obstáculos para o manejo eficaz da dor. Além do mais, propostas baseadas no modelo patoanatômico vão na contramão das diretrizes e guidelines de prática clínica para o manejo eficaz da dor. A avaliação abrangente da dor e os métodos multimodais de tratamento não são bem entendidos porque a dor costuma ser ensinada como um sintoma da doença e não como uma experiência biopsicossocial, com dimensões físicas e psicossociais.

Apesar da influência dos fatores biopsicossociais, os efeitos da abordagem biopsicossocial não encontram-se completamente entendidos pelos profissionais da área da saúde e são insuficientemente considerados na clínica para auxiliar o manejo desses pacientes.

É preciso dialogar e nos aproximar da população.

Afinal, você sabia?

Dor lombar no Brasil e no mundo: Epidemiologia

Sem ciência não há educação e não existe saúdeDesta forma, cabe aos amantes da ciência aproximar o distanciamento e estreitar o relacionamento entre os pesquisadores (a bancada), os clínicos e a sociedade. O nosso silêncio custa caro para a sociedade. Ele pode custar vidas e permitir com que pseudo-ciências (falsas ciências) perpetuem.

Desta forma, de modo sucinto, vamos trazer à tona e com linguajar acessível, maiores informações aos colegas da área da saúde e população dados enquanto a dor e dor lombar.

Inicialmente, você sabia que a dor lombar encontra-se entre os maiores problemas de saúde pública no Brasil e no mundo (GBD; 2015)?

Segundo um estudo epidemiológico publicado no periódico The Lancet (1999) a dor lombar afeta aproximadamente 80% da população em alguma etapa da vida, tendo um predomínio em mulheres quando comparado aos homens, na faixa etária entre 40-80 anos de idade.

Uma revisão sistemática publicada em 2012 por Hoy e colaboradores mostrou que aproximadamente 12% dos pacientes relatam limitações (incapacidade) devido à dor na coluna lombar por um período maior que um dia e 23%, por mais de um mês. Segundo dados da Global Burden of Disease Study (GBD; 2015) a dor lombar é o problema de saúde que causa mais anos de vida vividos com incapacidade (desde 1990 até a última revisão em 2015 – um ranking que nenhuma injuria gostaria de estar liderando). 

No entanto, em torno de 90% dos pacientes que apresentam dor lombar aguda recuperam-se em seis semanas, e somente 5%permanecem sintomáticos podendo desenvolver dor crônica, sendo esta responsável por 80% de afastamento do trabalho (Van Tulder et al., 2006).

Os dados acima confirmam os achados atuais. Fiz questão de citar no texto estudos da última década com a intenção de mostrar que o problema não é de hoje. Cabe a reflexão.

É preciso dialogar e nos aproximar da população.

Afinal, você sabia?

MsC. Leonardo Avila, Fisioterapeuta | Centro Especializado em Dor e Coluna – Florianópolis | SC (48) 99909-9363 – Instagram: @dorecoluna